O design thinking – com uma abordagem centrada no ser humano e na utilização de ferramentas do universo dos designers – tem como principal ponto a criação de soluções inovadoras, tendo em vista as necessidades reais das pessoas e a busca de sucesso dos negócios.

Com foco no desenvolvimento da aprendizagem colaborativa contínua entre pessoas da equipe, é uma maneira simples de possibilitar mudanças significativas para clientes e colaboradores.

Tendo essas premissas como base, não há dúvidas de que o conceito do design thinking impacta diretamente as pessoas. Quando se fala de liderança, podemos enxergar três impactos da utilização dessa abordagem: desenvolvimento e melhoria de produtos e serviços, otimização no desempenho da equipe aumentando a produtividade e auxílio na gestão de pessoas.

A filosofia do design thinking é tão poderosa que o líder pode usá-la como embasamento para atuar com a equipe ao mesmo tempo em que está focando o resultado do negócio. Vamos entender um pouco sobre isso.

Desenvolvimento e melhoria de produtos e serviços

A utilização da metodologia do design thinking por meio das cinco etapas – empatia, definição, ideação, prototipação e testes – permite identificar e solucionar, de forma mais eficaz, o problema do cliente.

O DT aplicado ao processo produtivo aumenta a otimização tanto de recursos como de tempo e esforço através de prototipação e testes com foco na geração de valor econômico e social, que sustentam os resultados desejados pela organização.

Otimização no desempenho da equipe

Se olharmos bem para o funcionamento dessas etapas, é possível perceber que, para que tudo aconteça de maneira fluida e com propósito, temos em comum a relação entre pessoas, o que engloba: colaboração, troca e exploração do poder coletivo das equipes – convidando as pessoas a desenvolverem ainda mais a própria criatividade.

Em resumo: Existe uma força que impulsiona as pessoas a se unirem e buscarem a inovação em um trabalho em equipe.

Nesse sentido, esse processo auxilia o líder a aproveitar a inteligência coletiva do negócio, assim como o talento multifuncional da equipe. Novamente estamos falando do olhar para o humano, que é essencial em qualquer que seja a sua relação (dentro ou fora da organização). Em outras palavras, estão sendo utilizadas algumas premissas abaixo:

1- Empatia

Usar a empatia para compreender as pessoas ao seu redor, tanto clientes como parceiros e subordinados, gera confiança e motivação entre as pessoas do grupo e com a liderança.

2- Foco no problema do cliente

Cria um alinhamento compartilhado entre as pessoas envolvidas, permitindo que a equipe gerencie melhor possíveis discordâncias e conflitos, já que o propósito maior é resolver o problema do cliente.

3- Ouvir e explorar

Usar o DT ajuda a desenvolver a capacidade de ouvir os diversos pontos de vista que surgirão ao longo do processo além de, ao investigar o problema do cliente, permitir à equipe sempre reformular novas perguntas, desenvolvendo a capacidade de análise, identificação da causa-raiz e execução de soluções que sejam mais viáveis. Isso engloba também o aprendizado quando se é curioso e se faz muitas perguntas, facilitando o diálogo entre os participantes na busca da solução certa.

4- Abertura a ideias e propostas

Tendo o DT como base, fica mais fácil dar e receber feedback, já que o fluxo exige essa expertise e as pessoas ficam mais abertas a críticas, mantendo o foco no processo, e não em pontos de vista que sejam pessoais. Nesse sentido, o líder também impulsiona um ambiente mais favorável ao feedback no dia a dia, já que é uma das ferramentas essenciais para desenvolver pessoas no âmbito da gestão de pessoas. Tanto do líder para os subordinados como dos subordinados para o líder o canal é mais fluido, com menos melindre e mais confiança.

5- Capacidade de ser vulnerável

Ser vulnerável requer mais força, coragem e autoconfiança. Isso permite ser capaz de aceitar seus próprios erros e suas próprias fraquezas. Ao demonstrar essa habilidade, a pessoa se torna mais confiável e convincente em seu papel de pensador de design thinking, como um modelo a ser seguido.

6- Confiança na troca de conhecimento

Tendo a inovação como cultura na organização, as pessoas percebem que não podem agir sozinhas, pois, com a colaboração e troca de conhecimentos e insights, o líder consegue ter mais força para competir no mercado. Além disso, pensando em desenvolvimento de pessoas, com a mentalidade do DT fica mais fácil abrir um espaço para que todos colaborem e troquem o tempo todo, possibilitando colocar em prática o modelo 70/20/10 de aprendizagem.

7- Alinhamento de propósitos

Com o design voltado para o humano, o propósito se torna um catalisador que alinha as ações, o caráter e a cultura de uma organização, proporcionando ao líder a capacidade de alinhar sua própria visão e poder de escolha com a missão da organização.

Assim o design thinking pode alterar a abordagem de liderança para melhor, como uma filosofia que sustenta a relação do cliente com o negócio em que, independentemente do problema, o líder e a equipe estarão preparados para resolver.

10 Top Attributes Elevate Design Thinking Leaders. Martin Zwilling.

Disponível em: https://www.huffingtonpost.com/entry/10-top-attributes-elevate-design-thinking-leaders_us_5a248532e4b04dacbc9bd89a.

Acesso em 10 out 2018.

Creative (design) leadership. Jaakko Tammela.

Disponível em: https://medium.com/@jaakkotammela/creative-design-leadership-c52e5d71eef2.

Acesso em 05 out 2018.

How CEOs use Design Leadership to Solve Business Problems. Designit.

Disponível em: https://medium.designit.com/how-ceos-use-design-leadership-to-solve-business-problems-23b169c6c99e.

Acesso em 10 out 2018.

O Gestor como Design Thinker. Eduardo Carmello.

Disponível em: https://medium.com/@eduardocarmello/o-gestor-como-design-thinker-b2cd0528c053.

Acesso em 10 out 2018.

Practical Ways To Apply Design Thinking to Leadership. Caitlin Vlastakis Smith.

Disponível em: https://medium.com/@caitvsmith/practical-ways-to-apply-design-thinking-to-leadership-605917533824.

Acesso em 10 out 2018.

Why Design Thinking Should also Serve As A Leadership Philosophy. Jesse Himsworth.

Disponível em: https://www.forbes.com/sites/forbesagencycouncil/2018/07/19/why-design-thinking-should-also-serve-as-a-leadership-philosophy/#5fdcedbc5a90.

Acesso em 10 out 2018.